estou eu aqui a procura de palavras... creio também que palavras jamais serão capazes de expressar o que sinto...mas quando,
eu era pequeno eu costumava contar histórias para o céu. Era frio, e as nuvens, como véus que mais querem mostrar que esconder, realçavam o brilho de alguns astros e escondiam o de outros, que por ser ocultos, eram ainda mais belos.
E antes de escrever eu aprendi a sonhar, e com a memória, escrevi mil histórias no céu.
Cresci. Crescemos, não é assim que acontece? Assassinaram meus sonhos ....
Sem questionar, a não ser por breves momentos de lucidez, baixei os olhos e fiz crescer na terra minhas raízes, esquecendo o maravilhoso nomadismo naqueles universos distantes, cujos caminhos estiveram sempre em mim.
No entanto, quando olho o céu, vejo aqueles da minha infância, ainda meu amigos, ainda cúmplice das minhas histórias. Tudo muda e nada importa frente àquela imensidão de infinitos, seus olhos que piscam tão lentamente que mal podemos acompanhar, mas que me acompanharam sempre, e ali estão à minha espera.
O que eu não contava era que alguém ali poderia ser como o céu foi para mim, encantadora e álibi de minhas fantasias. Tão paciente quanto o céu que sempre me aguarda, por saber que sempre retorno, e por guardar, ainda, o meu amor.
Braços abertos feitos de névoa, do abraço que mal toca, e cuja presença sabemos por estar dentro.
Doce amor... Cujas palavras jamais poderão descrever o nosso amor.....
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