segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

AMIZADE E AMOR


  • estou eu aqui a procura de palavras... creio também que palavras jamais serão capazes de expressar o que sinto...mas quando,

  • eu era pequeno eu costumava contar histórias para o céu. Era frio, e as nuvens, como véus que mais querem mostrar que esconder, realçavam o brilho de alguns astros e escondiam o de outros, que por ser ocultos, eram ainda mais belos.

  • E antes de escrever eu aprendi a sonhar, e com a memória, escrevi mil histórias no céu.

  • Cresci. Crescemos, não é assim que acontece? Assassinaram meus sonhos ....


  • Sem questionar, a não ser por breves momentos de lucidez, baixei os olhos e fiz crescer na terra minhas raízes, esquecendo o maravilhoso nomadismo naqueles universos distantes, cujos caminhos estiveram sempre em mim.

  • No entanto, quando olho o céu, vejo aqueles da minha infância, ainda meu amigos, ainda cúmplice das minhas histórias. Tudo muda e nada importa frente àquela imensidão de infinitos, seus olhos que piscam tão lentamente que mal podemos acompanhar, mas que me acompanharam sempre, e ali estão à minha espera.

  • O que eu não contava era que alguém ali poderia ser como o céu foi para mim, encantadora e álibi de minhas fantasias. Tão paciente quanto o céu que sempre me aguarda, por saber que sempre retorno, e por guardar, ainda, o meu amor.

  • Braços abertos feitos de névoa, do abraço que mal toca, e cuja presença sabemos por estar dentro.

  • Doce amor... Cujas palavras jamais poderão descrever o nosso amor.....

  • O Anel



    "Venho aqui , professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

    O professor, sem olha-lo, disse: - Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou:

    - Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.

    C...Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.

    O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:

    - Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

    O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

    Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

    Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.

    Entrou na casa e disse: - Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

    - Importante o que disse meu jovem, contestou sorridente.

    - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda Volte aqui com meu anel.

    O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse: - Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

    - 58 MOEDAS DE OURO!!! Exclamou o jovem.

    - Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...

    O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que ocorreu.

    - Senta. Disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:

    - Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor??? E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

    - Todos somos como esta jóia: Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem."

    Reconhecimento

    Confesso que aprendi, com o passar dos anos... e, a duras penas que a vida nem sempre... melhor seria dizer... quase nunca é o que sonhamos! Tristezas, decepções, desilusões e sonhos desfeitos! Nesse ir e vir de emoções, o que me dá força para continuar, é saber que existem pessoas que têm a capacidade de doar carinho, respeito, atenção etc. Encontrar essas pessoas e tê-las como amigas, compensa todas as vicissitudes!

    Amigos no gesto mais nobre da palavra, são a "totalidade" nesta vida e não apenas "pessoas" que fazem a diferença! 

    de todo meu coração herege queridos